Do minúsculo golpe do celular aos assaltos comuns e aos desfalques públicos, o Brasil conseguiu transformar-se da condição de "coração do mundo e pátria do evangelho" em "ânus do mundo e pátria da violência e da criminalidade".
Foi-se o tempo em que se caminhava livremente, a qualquer hora, em qualquer cidade ou, enfim, em qualquer lugar, sem ser submetido ao vexame, à humilhação ou ao trauma crudelíssimo de um assalto.
Tive o ensejo de viver esse tempo ameno em que o povo apresentava tantas carências materiais, mas respeitava o próximo e jamais partia para subtrair com violência os bens materiais de seus semelhantes com uma arma na mão.
Não, não quero afirmar levianamente que naquele tempo não havia esse tipo de transgressão, porém sempre foram pontuais, restritas a lugares violentos e específicos como as zonas de meretrício e eram enormemente espaçadas.
Tudo ia bem até o início da década de 60, no final do governo Goulart que, para se manter no poder, resolveu cooptar o povo mais simples do país para o comunismo, tanto e quanto o fazia seu cunhado Leonel Brizola. Ambos foram defenestrados do poder e exilados em 64.
Um evento, a "marcha da família com Deus e pela liberdade" realizada na Av. Paulista em São Paulo afastou o comunismo do Brasil e impediu que colocassem a cor vermelha em nossa bandeira. Pode-se dizer que a Marcha, comandada pela igreja católica, foi o estopim da revolução de março de 64.
À época, abaixo de meus 17 anos, torci radicalmente contra a marcha e contra os militares que tomaram o poder em 64 e continuei torcendo assim até que a política e o mundo me ensinaram que nenhum regime, sobretudo os denominados socialistas são, necessariamente os melhores.
Certa vez alguém disse isto ou algo parecido que a reflexão e o amadurecimento ensinaram-me a perceber: "a democracia pode ser um péssimo regime político, mas é, entre todos, o menos ruim.
A chegada dos militares ao poder, repito, em 1964, impondo a lei, a ordem e a disciplina contrariou o interesse de muitos, coincidentemente aqueles que não gostavam de trabalhar para conseguir.
Inconformados, esses oportunistas iniciaram o que chamavam, chamaram e chamam de guerrilha e passaram a assaltar bancos e estabelecimentos comerciais que movimentavam muito $$$, e mesmo violentamente reprimidos tiveram êxito em alguns intentos.
De minha parte, eu acreditava piamente em todos eles e torcia por eles, até que a política e a vida me mostraram quem eles, realmente, eram.
Do dia em que, l-a-m-e-n-t-a-v-e-l-m-e-n-t-e, a esquerdalha chegou ao poder aos tenebrosos dias que vivemos, essa gente intelectualóide e do mais baixo coturno, associou-se a bandidos e passou aos quadrilheiros, até então dispersos e desorganizados, as suas técnicas de ação imaginando que os facínoras fossem ajudá-las na empreitada pela tomada do poder. Não apenas não conseguiram e na maioria dos casos alinhou-se a eles.
Foi a partir daí que a bandidagem, em face da dificuldade em assaltar os bancos e as grandes empresas, que passaram a reforçar segurança, descobriu que era muito mais fácil tirar o que o cidadão comum levava no bolso, ou seu carro, sua oficina, seu comércio, sua residência e até as pequenas empresas.
Foi assim, via transgressão, que a esquerdalha iniciou a violência no Brasil, tornando-o o país violento que é! O que vem depois todos nós não apenas sabemos, mas sentimos na própria pele!
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